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Escrito por Curvelo Imperial às 15h55
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Gente do Sertão José Emílio Ferreira Soares Pelos caminhos de ferro do sertão, o trem seguia sua trajetória, num galopar ritmado e constante. Naquela época, a gente percorria longas distâncias, de estação a estação, para chegar, noite escura, em Pirapora. Era uma viagem um tanto quanto romântica. No serpentear das curvas, a máquina lançava fagulhas na escuridão do céu, que iam se apagando ao longo da estrada de ferro. Os passageiros contavam seus casos, e as estórias formavam-se cheias de fantasia e criatividade. De cada parada, guardo uma lembrança: em Porto Faria, de um tal Antônio Sete Flechas, também conhecido em sua região como Antônio Violão, pois era violonista dos bons, apesar de sua demência. Ele andava dizendo que por ali, as galinhas caminhavam de cincerro no pescoço e que gente virava anjo. Em Contria, comentava-se as peripécias de um tal Rodolfo Pereira, com suas tiradas filosóficas, como: “tem cada uma, que mais parece duas, e se desdobrar, dá até três.” Pagar passagem não era de seu feitio, pois era emérito caroneiro. Toda vez que viajava, era chamado ao carro do chefe do trem. Certa vez, quando ele procurava o chefe no lugar de costume, assustou-se ao deparar com a presença do itinerante - nome dado ao fiscal de trem – e tentou voltar. Curioso, o fiscal lhe perguntou: - O que o senhor deseja? - Estou vendendo uns filhotes de “passo preto”. - O senhor está com eles aí ? - Se não morreu ou fugiu algum, eu tenho uns seis ou oito. Certo dia, estava ele viajando todo tranqüilo, quando o chefe apareceu na porta do vagão de passageiros com um telegrama, e em voz alta pronunciou: - Rodolfo Pereira.. Todo vaidoso, ele respondeu: - Seu criado. - Na próxima estação, o senhor vai descer pra comprar o bilhete. Assim ele foi vivendo, até que certa ocasião resolveu dar uma esticadinha até a capital. Aí, foi outra estória. Abordado na rua por um vigarista, que, segundo ele, “com sua lábia, me arrastou que nem um carcará na corda”, Rodolfo logo se envolveu numa complicada compra de um anel de estimação, posto à venda por necessidade. Apesar de valioso, o negócio poderia ser fechado a preço baixo, pois, de acordo com o tal vigarista, a sua família o esperava com urgência no nordeste. O anel cintilava que nem uma estrela, e o cara insistiu tanto, que o caboclo caiu que nem um patinho, fechando o negócio. No dia seguinte, matutando com seus botôes no quarto da pensão, observou, surpreso, o azinhavrado anel de latão. Achou um desaforo, e pôs-se na rua atrás do malvado. Por sorte, o encontrou. O danado, ao vê-lo, saiu desatinado pelas ruas, acompanhado pelos gritos de Rodolfo: pega ladrão, pega ladrão. Enfim, o trapaceiro foi preso e os dois dirigiram-se para a delegacia, onde a discussão continuou braba. O delegado, já sem paciência, aos gritos desabafou: esses gravatas-tortas só vêm aqui pra dar trabalho pra gente!
Escrito por Curvelo Imperial às 09h49
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Escrito por Curvelo Imperial às 10h42
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Escrito por Curvelo Imperial às 17h44
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Escrito por Curvelo Imperial às 17h16
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Gente do Sertão José Emílio Ferreira Soares Pelos caminhos de ferro do sertão, o trem seguia sua trajetória, num galopar ritmado e constante. Naquela época, a gente percorria longas distâncias, de estação a estação, para chegar, noite escura, em Pirapora. Era uma viagem um tanto quanto romântica. No serpentear das curvas, a máquina lançava fagulhas na escuridão do céu, que iam se apagando ao longo da estrada de ferro. Os passageiros contavam seus casos, e as estórias formavam-se cheias de fantasia e criatividade. De cada parada, guardo uma lembrança: em Porto Faria, de um tal Antônio Sete Flechas, também conhecido em sua região como Antônio Violão, pois era violonista dos bons, apesar de sua demência. Ele andava dizendo que por ali, as galinhas caminhavam de cincerro no pescoço e que gente virava anjo. Em Contria, comentava-se as peripécias de um tal Rodolfo Pereira, com suas tiradas filosóficas, como: “tem cada uma, que mais parece duas, e se desdobrar, dá até três.” Pagar passagem não era de seu feitio, pois era emérito caroneiro. Toda vez que viajava, era chamado ao carro do chefe do trem. Certa vez, quando ele procurava o chefe no lugar de costume, assustou-se ao deparar com a presença do itinerante - nome dado ao fiscal de trem – e tentou voltar. Curioso, o fiscal lhe perguntou: - O que o senhor deseja? - Estou vendendo uns filhotes de “passo preto”. - O senhor está com eles aí ? - Se não morreu ou fugiu algum, eu tenho uns seis ou oito. Certo dia, estava ele viajando todo tranqüilo, quando o chefe apareceu na porta do vagão de passageiros com um telegrama, e em voz alta pronunciou: - Rodolfo Pereira.. Todo vaidoso, ele respondeu: - Seu criado. - Na próxima estação, o senhor vai descer pra comprar o bilhete. Assim ele foi vivendo, até que certa ocasião resolveu dar uma esticadinha até a capital. Aí, foi outra estória. Abordado na rua por um vigarista, que, segundo ele, “com sua lábia, me arrastou que nem um carcará na corda”, Rodolfo logo se envolveu numa complicada compra de um anel de estimação, posto à venda por necessidade. Apesar de valioso, o negócio poderia ser fechado a preço baixo, pois, de acordo com o tal vigarista, a sua família o esperava com urgência no nordeste. O anel cintilava que nem uma estrela, e o cara insistiu tanto, que o caboclo caiu que nem um patinho, fechando o negócio. No dia seguinte, matutando com seus botôes no quarto da pensão, observou, surpreso, o azinhavrado anel de latão. Achou um desaforo, e pôs-se na rua atrás do malvado. Por sorte, o encontrou. O danado, ao vê-lo, saiu desatinado pelas ruas, acompanhado pelos gritos de Rodolfo: pega ladrão, pega ladrão. Enfim, o trapaceiro foi preso e os dois dirigiram-se para a delegacia, onde a discussão continuou braba. O delegado, já sem paciência, aos gritos desabafou: esses gravatas-tortas só vêm aqui pra dar trabalho pra gente! Curvelo, 10/01/1999
Escrito por Curvelo Imperial às 10h05
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Procópio Ferreira José Emílio Ferreira Soares Sem dúvida, Procópio Ferreira foi um ator admirável, e ainda me lembro dele, já velho, percorrendo as cidades de Minas com a sua companhia de teatro. Em Curvelo, esteve algumas vezes, arrancando aplausos da platéia, com sua natural arte de representar. Em sua vida de luta alcançou, na simplicidade, a glória do teatro brasileiro. Quem conhece a peça “Deus lhe pague”, de Joracy Camargo? Como Procópio a interpretava bem! Além do teatro, ele participou de vários filmes de sucesso. Guardo na lembrança que, quando ainda menino, assisti ao filme “O Comprador de Fazendas,” comédia de arrancar risadas de qualquer cristão, na qual ele atuou. Tratava-se de uma enganosa arte de tapear, em que o velhaco vendedor montava, artificialmente, na calada da noite, ambiente favorável para impressionar o interessado. Outro filme de destaque foi “A Sogra”, em que Procópio interpretou um agente ferroviário que era, também, proprietário de pensão. Naquela época, os cometas - nome dado aos representantes comerciais - só viajavam de trem para fazer a praça, de cidade em cidade e também, eram os únicos que levavam as notícias por este sertão de meu Deus. Depois, as mercadorias eram entregues através da rede ferroviária. As pensões e hotéis localizavam-se próximos às estações, em local de fácil acesso aos viajantes. Na pensão desse agente da estação morava sua sogra, cuidando dos afazeres domésticos. Porém, ela não perdia tempo em dar uma olhadela no entra-e-sai dos hóspedes. Quando se interessava por algum deles, logo lhe reparava os cabelos, pois o seu fraco era a cabeleira do pretendente. Certa ocasião, ela criou coragem e deu uma espiada pela fresta da porta do quarto de um cidadão. Diante do espelho, ele escovou os negros cabelos, mas depois, para decepção dela, a careca do homem alumiou, pois tratava-se de uma cabeleira postiça. Entretanto, ela não perdia a esperança e, à procura de um novo amor, foi conferir outro hóspede. Desta vez, não teve dúvida, o fulano escovou e friccionou os cabelos e, ao penteá-los, ela assegurou-se de que eram naturais. Estava conferido, a sogra fez cara de satisfação e logo pensou: é com este que eu vou. Procópio Ferreira não se encontra mais entre nós, no entanto, sua presença continua vivinha da silva, no teatro brasileiro e no coração daqueles que o conheceram. Ele é, pois, um patrimônio nacional. Curvelo, 22/01/2000
Escrito por Curvelo Imperial às 18h31
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Gente do Sertão José Emílio Ferreira Soares/Curvelo/MG Duas palmeiras imperiais, vetustas e elegantes, como guardas a defenderem castelos medievais, colocavam-se, de extremo a extremo, defronte ao sobrado de estilo colonial, hoje tombado pelo Patrimônio Histórico e adquirido pela Prefeitura Municipal de Curvelo, da família Antonino Diniz Couto, no centro da cidade. No passado, este casarão, de sacadas artisticamente decoradas, com linhas arquitetônicas que retratavam a imponência de um palácio, era propriedade do Dr. Pacífico Gonçalves da Silva Mascarenhas, médico e político curvelano, de grande expressão em Minas Gerais. Ainda hoje, suas paredes são testemunhas de grandes acontecimentos políticos, marcados por acirradas discussões, pois nesta época, Curvelo tinha presença respeitada no cenário político e econômico do Estado e do País. Naqueles tempos, as famílias Viana e Mascarenhas, duas forças antagônicas, dominavam todo o sertão das gerais. Assim, este respeitável solar hospedou, em 1904, o Presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves, ex-conselheiro do Império e monarquista dos quatro costados, com sua comitiva, quando aqui chegou pelos caminhos de ferro, na histórica viagem inaugural do trecho ferroviário que se estendia até Curvelo. Esta efeméride não sinalizava apenas uma importante realização para os curvelanos, pois significava também a efetivação de um projeto ferroviário dos tempos imperiais, o qual, passando pelo planalto central, chegaria ao planalto de Tocantins, no Estado do Pará, projeto criminosamente abortado pela República. Pois bem, de acordo com a tradição oral, fatos inexplicáveis e sobrenaturais aconteciam neste majestoso sobrado. Os centenários salões deste solar eram frequentemente percorridos por fantasmas, criados pelas mentes visionárias daquela gente simples e humilde do sertão. Conta-se que, em determinada hora, na escuridão da noite, uma mulher muito esguia sentava-se no telhado do sobrado, colocando os pés no chão. Ninguém ousava por ali passar e, quando passava, ao se deparar com ela, saía em disparada, quase colocando a alma pela boca. Entretanto, ao raiar do dia, tudo voltava à normalidade na então pacata cidade de Curvelo.
Escrito por Curvelo Imperial às 10h38
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Escrito por Curvelo Imperial às 16h05
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Gente do Sertão José Emílio Ferreira Soares-Curvelo-MG. O movimento revolucionário de 30, que levou ao poder Getúlio Vargas, apoiado pela Aliança Liberal, teve consideráveis reflexos em Curvelo. A cidade vivia clima de expectativa, devido à insuficiente comunicação da época. Não é que três “valentes” rapazes apearam de seus cavalos, na porta do então Agente Executivo, Cel. José Soares dos Santos, para lhe comunicar terem visto, pelas bandas do Alto do Tote, um grupo de homens postos para invadir Curvelo? Logo, o chefe do governo municipal tomou as devidas providências, e pessoas da sociedade armaram-se de unhas e dentes. A população ficou apreensiva. A cidade encontrava-se desguarnecida, pois a polícia local fora fortalecer as tropas de Belo Horizonte, combatendo juntamente com o 12 RI. Diante disso, Zeca de Assis Leal fardou-se de sargento, formando um batalhão de bate-paus para defender a cidade. Os curvelanos armaram-se, uns de medo e outros de coragem. Em 24 de outubro, quando os revolucionários encontravam-se na praça Voluntários da Pátria, diante do fórum, ouviram do Dr. Gastão Coimbra, do alto da sacada, a leitura do telegrama, comunicando a deposição do Presidente Washington Luiz. Tiros de regozijo ressoaram pela cidade, dando a sensação de um ataque armado. O seu efeito psicológico fez com que muitos, apavorados, embrenhassem pelo mato adentro, mulheres parissem fora do tempo e outros, se armassem para defender o seu solar. Assim, Curvelo inaugurou a era Vargas, depois de um bang-bang, que, na verdade, nunca existiu.
Escrito por Curvelo Imperial às 10h54
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Gente do Sertão José Emílio Ferreira Soares-Curvelo-MG A psicose revolucionária que culminou com a queda de Jango, em 64, cujo objetivo principal foi a luta contra o comunismo, teve notável participação de Curvelo. De fato, um grupo de pseudo-esquerdistas curvelanos, presente em um comício em Corinto, foi de lá escarreirado, sob as balas de um coronel sem patente. Pois bem, logo depois instalou-se o QG no prédio da Associação Rural, onde já funcionava a Câmara Municipal de Curvelo. Reuniram-se, ali, as elites dominantes da região, comandadas por um capitão do Exército. Não é que, neste clima de pânico, noticiou-se uma suposta invasão de Curvelo por tropas do exército, fiéis a João Goulart? A primeira medida tomada pelo visionário comandante seria estourar a ponte sobre o Córrego da Paciência, que liga os municípios de Curvelo e Paraopeba. Um político curvelano organizou o batalhão dos “caçadores”. Armados de espingardas de caçada - só faltou cachorro perdigueiro - e munidos também de matalotagem, para fazerem um senhor piquenique nas horas de folga, aqueles bravos curvelanos, em incômodas carrocerias de caminhão, foram enfrentar sofisticadas armas do exército. Entretanto, tudo não passou de um blefe. E os valentes “espingardeiros,” após penosa empreitada, quando regressaram ao recinto da Câmara, apenas ouviram do chefe do Executivo Municipal: “Os comunistas serão presos”. Portanto, os curvelanos cumpriram sua missão e, posteriormente, foi deflagrada a revolução em 31 de março.
Escrito por Curvelo Imperial às 18h01
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Escrito por Curvelo Imperial às 09h36
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Escrito por Curvelo Imperial às 09h55
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Santo Afonso, o Paladino de Cristo José Emílio Ferreira Soares/Curvelo/MG Quem procura conhecer a vida de Santo Afonso Maria de Liguori, logo fica fascinado com a grandeza do seu modo de se relacionar com seu semelhante. Filho primogênito de numerosa família da nobreza napolitana, nasceu em Marianella, no Reino de Nápoles, em 27 de setembro de 1696. Dotado de rara inteligência, recebeu de sua família esmerada educação em Ciências Humanas e línguas clássicas e modernas, desenvolvendo, também, a pintura, música e arquitetura, além de sua vocação poética. São várias suas composições musicais, conhecidas, também, na Itália contemporânea. Dentre elas, destacam-se o Dueto da Paixão, Tu Scendi dalle Stelle, o Cântico de Natal, de reconhecida popularidade na Itália e numerosos outros hinos. Mais tarde, concluiu seus estudos universitários, doutorando-se em Direito civil e canônico em 1712, passando a exercer a advocacia. A sua brilhante atuação profissional lhe possibilitou o cognome de Príncipe dos Tribunais. Em 1723, depois de um longo processo de reflexão e discernimento, decidiu abandonar a carreira jurídica para ingressar-se nos estudos eclesiásticos, apesar da severa oposição de seu pai. Aos 30 anos, em 21 de dezembro de 1726, recebeu o Sacramento da Ordem. Nos primeiros anos de presbítero, trabalhou com os sem-teto e com os jovens marginalizados de Nápoles. Homem de visão apostólica, implantou as “Capelas da Tarde”, centros liderados pelos próprios jovens para a oração, proclamação da palavra de Deus, atividades sociais, educacionais e comunitárias. Quando ele faleceu, havia 72 dessas capelas com mais de dez mil participantes ativos. Posteriormente, a persistência de Afonso o levou a fundar, em Scala, província de Salerno, no sul da Itália, a Congregação do Santíssimo Redentor, em 9 de novembro de 1732, cuja missão era evangelizar os miseráveis que viviam no submundo da sociedade napolitana. Os Redentoristas, assim chamados, procuraram seguir o exemplo de Jesus Cristo, anunciando a Boa Nova aos pobres e abandonados. Afonso dedicou especial atenção a esta nova empreitada. Como intelectual, escreveu importantes obras sobre espiritualidade e teologia, traduzidas em setenta e duas línguas. Entretanto, a mais importante contribuição para a Igreja foi, sem dúvida, na área da reflexão teológica moral, com a sua Teologia Moral. Esta se baseou na experiência pastoral de Afonso e na sua hábil maneira de buscar no cotidiano, os fundamentos de uma nova visão de Igreja. Rejeitou o rigorismo estrito do seu tempo, então influenciado pelo poder das elites, e combateu o estéril legalismo que estava sufocando a teologia. Afonso sagrou-se bispo de Santa Ágata dos Godos ou do Goths em 1762, com 66 anos. No convento de Pagani, província de Salerno, ele faleceu em 1º de agosto de 1787, junto à comunidade que fundara. Afonso Maria Cosme Damião Miguel Liguori foi canonizado pelo Papa Gregório XVI e, depois, Pio IX o proclamaria Doutor da Santa Igreja. Em 1950, S.S o Papa Pio XII o declarou Patrono dos Confessores e dos Teólogos Moralistas. Diante disso, ele se tornou o Príncipe dos Moralistas. Afonso era um ardente devoto de Maria Santíssima, a qual passou a ser venerada através dos redentoristas sob o ícone de Perpétuo Socorro. Mais tarde, coube a São Clemente Maria Hofbauer propagar a Congregação Redentorista por toda a Europa. De fato, os redentoristas continuam cumprindo a missão, que Santo Afonso lhes confiou, de verdadeiros Paladinos de Cristo! Cur
Escrito por Curvelo Imperial às 17h10
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Um Centro de Devoção no Sertão de Curvelo José Emílio Ferreira Soares/Curvelo/MG Quando os redentoristas aqui chegaram em 1906, Dom Joaquim Silvério de Souza, arcebispo de Diamantina e devoto de Santo Afonso Maria de Ligório, abriu-lhes as portas da sua jurisdição episcopal, para que fundassem uma casa de missões no sertão do Curvelo. Assim que eles se instalaram, iniciaram as suas novenas em honra de São Geraldo, o santo titular do futuro santuário-basílica. Aos poucos a devoção foi-se espalhando, avolumando-se de maneira considerável e chegando às comunidades mais longínquas. No século XVIII, aquele jovem italiano, Gerardo Maiella, nascido em Muro de Lucano, movido pela sede de Deus, resolveu sair de sua casa para palmilhar os caminhos de Santo Afonso. O princípio foi penoso para ele, pois tanto os capuchinhos quanto os redentoristas não acreditavam que aquele frágil moço fosse suportar o peso do trabalho no convento. Porém, ele estava determinado a se tornar santo, desde quando deixou o teto paterno. Depois de muito insistir, ele foi recebido na Congregação do Santíssimo Redentor, onde, no convívio com Santo Afonso, o irmão Geraldo experimentou toda sorte de serviço desempenhando-o com dedicação, sobrando-lhe tempo para atender aos pobres que lhe batiam à porta do convento. Dotado de grande sensibilidade, Geraldo acolhia o Pai Eterno, o Deus-Trino, no silêncio do seu ser. Protetor das parturientes, dedicava-lhes zelo especial, para que pudessem dar à luz num parto bem sucedido. Na sua curta existência, prestou à Igreja grandes serviços, morrendo de tuberculose com apenas 29 anos no convento de Materdomini, na sua pátria. Geraldo era um ardente devoto da Virgem Santíssima, mãe de Deus e mãe dos homens, motivo pelo qual, conta-se que no momento de sua morte, teve a visão de Maria acompanhada dos anjos, a iluminar sua cela. Sem dúvida, com a Basílica de São Geraldo, Curvelo tornou-se um importante centro devocional, para onde acorrem romeiros de várias partes do Brasil para agradecer as graças recebidas, principalmente durante a sua oitava. Dentre as diversas romarias, pode-se destacar a da longínqua Belém do Pará, que está aqui presente todos os anos, representada por um grande número de devotos. De fato, com a instalação deste grande centro de devoção, cumpriu-se a promessa no grande sertão das Gerais. Curvelo, 28/06/2010
Escrito por Curvelo Imperial às 16h47
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