CÍRCULO MONÁRQUICO DE CURVELO


Consciência Nacional

 

Consciência Nacional

José Emílio Ferreira Soares/Curvelo/MG

A nação brasileira assiste, indignada, à demolição das sagradas instituições nacionais, solapadas pelo relativismo histórico. Este encontra no materialismo e no niilismo, resposta para alterar a ordem moral, legada ao povo pela civilização cristã. A quartelada de novembro de 1889, destituiu o governo imperial de forma arbitrária, sob a inspiração positivista. A sua dialética, que induz à luta de classes, levou o Brasil a perder a sua identidade, vivendo em constante crise econômica e social. Desde a imposição do regime republicano pela força, espelhado nos governos oligárquicos das republiquetas da América Latina, o povo brasileiro jamais conquistou a sua cidadania. O eleitor perdeu a sua consciência política, ao votar em homens indignos de ocupar o Parlamento, que ao povo pertence. O casuísmo nos é apresentado ao longo do tempo nas mais contraditórias formas, de acordo com a ótica da história. O certo é que nós, povo brasileiro, vivemos numa constante ditadura. É profundamente lamentável ver um tesouro vivo como o nosso querido Brasil, rico em biodiversidade, sendo cobiçado pelos ladrões internacionais, principalmente a nossa Amazônia, uma das maiores florestas tropicais do mundo. O nosso cerrado, de uma riqueza incalculável devido ao seu bioma, é destruído pelas mãos assassinas daqueles que buscam uma riqueza imediata e passageira, com a fabricação de carvão para as indústrias siderúrgicas. Tudo isso, porque não temos governos cônscios das suas mais sagradas responsabilidades, em defesa do patrimônio nacional. A educação, fundamentada em programas importados, que nada têm a ver com as nossas raízes culturais, não estimula o espírito questionador, tão necessário nos dias atuais. Professores mal-remunerados e tratados com indiferença pelo poder público, esforçam-se para bem formar o ser humano, esperança de um futuro melhor. Os médicos da Saúde Pública, também com baixos salários e sem equipamentos e materiais adequados, não conseguem prestar bom atendimento à população, e os doentes continuam vitimados por esta triste situação. A Previdência Social arrecada milhões e milhões, desviados, já faz tempo, para obras faraônicas, geralmente inacabadas. Os nossos transportes, de fundamental importância para o progresso nacional, cada vez mais se encontram sucateados. A crise dos transportes se estendeu por todo lado. Já tivemos o apagão energético que sacrificou a população, agora o apagão aéreo deixa os passageiros desesperados, sem perspectiva de solução, tamanha a incompetência das autoridades responsáveis. O transporte ferroviário, progressivamente desativado, é o transporte de primeira linha nos países desenvolvidos, com baixos custos e mais rápida locomoção. O Brasil, país-continente, necessita deste meio de transporte, sem o qual está fadado ao fracasso. O governo imediatista dos anos 50, inspirado na profecia de São João Bosco, construiu uma nova capital no Planalto Central. Não se preocupou com as ferrovias, priorizando as rodovias, principalmente a Belém-Brasília, que teve como uma de suas vítimas o destacado engenheiro Bernardo Sayão. Um país se constrói com grandes homens, e não com obras homéricas para celebrizar governos passageiros. O Imperador Dom Pedro II, um dos maiores estadistas do mundo, construiu dez mil km de estrada de ferro. Ele tinha um arrojado projeto ferroviário para construir a Linha -Centro, que passando por Minas e pelo Planalto Central, em Goiás, onde está Brasília, concluiria-se no Pará. Porém, com a República, interesses escusos, movidos pelo clientelismo político, prejudicaram o desenvolvimento do Brasil. Urge, pois, a necessidade de se desenvolver uma dinâmica malha ferroviária, atingindo os quadrantes do nosso país. Por que não o trem bala, tão desenvolvido em vários países? Que se agilize também uma moderna navegação de cabotagem, devido à enorme extensão das costas brasileiras, e o sistema fluvial para o transporte de passageiros e mercadorias. Aí, sim, seria um investimento compensador, que se reverteria em benefício da população brasileira. Basta o desaparecimento de minadouros e pequenos cursos d’água, sacrificados pelo capitalismo selvagem das empresas de reflorestamento e mineração, sem nenhum projeto de impacto ambiental. O São Francisco, rio da unidade nacional, vem sofrendo todo tipo de agressão ao longo do seu curso. E como estão as nossas fronteiras, o nosso espaço aéreo e as 200 milhas marítimas, defendidos pelos governos militares? É urgente a necessidade de aparelhá-los ao máximo, para defesa do nosso patrimônio nacional. Após o período militar, inaugura-se a Nova República com a eleição de Tancredo Neves, pelo colégio eleitoral. Ele não chegou a tomar posse, devido a uma súbita doença que o levou à morte. O vice-presidente, José Sarney, imediatamente assumiu o poder, iniciando as primeiras medidas econômicas: o cruzado, o cruzado novo e assim por diante. Planos econômicos fracassados, um após o outro, para combater a inflação galopante. Sucederam-se outros mandatos. Fernando Collor de Mello, prometendo acabar com os marajás, venceu as eleições. Assim que tomou posse, seqüestrou a poupança bancária nacional, deixando o povo ao deus-dará. Foi um governo agitado, em constante crise, e os caras-pintadas ganharam as ruas exigindo a sua deposição. É claro que foram manipulados por uma oposição interesseira. Por que não há mais tomadas de posição dessa natureza, nos dias atuais? É tempo de questionar. Com a queda de Collor, o vice-presidente, Itamar Franco, assume o poder, com o sociólogo Fernando Henrique Cardoso no Ministério da Fazenda. Mais planos econômicos, URV e, por fim, o real.. Fernando Henrique conquista o poder nas eleições seguintes, sucedendo a Itamar Franco. Neo- liberal, promove leilão das empresas estatais. Um mandato só não basta, e o Congresso aprova o segundo mandato, para continuidade das tais reformas. Mais um casuísmo. Sucede-lhe Luiz Inácio Lula da Silva, com um governo tumultuado por sucessivas bandalheiras, onde os responsáveis não são penalizados. Apesar de tudo, discute-se um terceiro mandato para o presidente. Interessante, que nem Juscelino Kubitscheck de Oliveira e os tão acusados governos militares tiveram tamanha ambição. Cumpriram à risca o mandato constitucional. No presidencialismo, ditadura civil e constitucional, no caso do Brasil, o mandatário manipula o Congresso Nacional, através de negociatas, para aprovar medidas contra os interesses da nação brasileira. A aproximação do Brasil com a Bolívia e a Venezuela, não agrada à consciente elite brasileira. São governos inspirados num socialismo caduco e ultrapassado, que nada oferece de vantajoso ao nosso país. Vejam o que vem acontecendo com a crise do gás, e as propostas inconcebíveis de Chávez, de se tornar sócio da Petrobras, empresa séria fundada por Getúlio Vargas e desrespeitada pelo governo pseudo-comunista da Bolívia. Com certeza, a Nação brasileira protesta veementemente contra este estado de coisas, à espera de uma liderança confiável que garanta a estabilidade nacional. Desde a malfadada traição, liderada por um grupo de medíocres militares, que instituiu a República Provisória do Brasil pelo Decreto n.º l, há mais de cem anos, o nosso país perdeu a necessária estabilidade para o seu desenvolvimento. Igual episódio aconteceu em Portugal a 1º de fevereiro de 1908, quando o terrorismo assassinou o rei Dom Carlos I e seu filho, o príncipe real Luís Filipe, no terreiro do Paço, cujo regicídio os portugueses lembrarão no seu centenário. Com sua morte, foi coroado rei de Portugal o seu filho Dom Manuel II, e em 1910 um golpe militar derrubou a monarquia A partir daí, inaugura-se a controvertida fase republicana lusa, com suas crises e golpes militares. A história da República do Brasil nos revela também uma constante instabilidade, provocada por crises institucionais. A República Velha, por exemplo, marcada pela política do café-com-leite, conforme o Tratado de Ouro Fino, com suas sucessivas crises, que levaram o presidente Arthur da Silva Bernardes a governar sob estado de sítio. Já com Prudente de Morais Barros, primeiro presidente civil, também um movimento conduziu o seu governo ao completo esgotamento: a guerra de Canudos, ocorrida na conformação geográfica da serra do Monte Santo, na Bahia, contada em "Os Sertões", de Euclides da Cunha, uma das maiores obras da literatura brasileira. O cearense Antônio Vicente Mendes Maciel, depois de dez anos desaparecido no sertão, surgiu com seu atavismo em Salvador, na Bahia, vestido de túnica de brim azul, longos cabelos ao ombro, desalinhadas e compridas barbas, face escaveirada que nem um profeta. Era o Antônio Conselheiro, que começava a pregar contra o anti-Cristo, representado pela nova e fracassada república. Os curiosos se lhe achegavam, aderindo rapidamente aos seus seguidores, que cresciam assustadoramente. Incomodadas, as autoridades locais tomaram medidas contra ele, que, perseguido, refugiou-se com seus adeptos numa velha fazenda às margens do rio Vasa-Barris. Lá construiu a "Tróia de Taipa dos Jagunços", de onde desafiou quatro expedições do exército que jamais conseguiram vencê-lo. Foi, de fato, um dos episódios de maior expressão da história brasileira, pelo seu poder de resistência em defesa da restauração da monarquia. Nesta revolução estava presente também a idéia do sebastianismo, lenda impregnada no inconsciente sertanejo, a nós herdada pela tradição histórica portuguesa. Conta-se que Dom Sebastião I, Rei de Portugal, da dinastia de Borgonha, desaparecido na batalha de Alcálcer-Quibir, na África, iria um dia surgir do mar montado a cavalo. Estácio de Sá., fundador do Rio de Janeiro, trouxe na sua esquadra a imagem de São Sebastião, entregue aos cuidados dos frades Capuchinhos. Ele consagrou a cidade ao santo mártir, a qual passou a chamar-se São Sebastião do Rio de Janeiro, atitude que seria, talvez, uma homenagem também à pessoa do jovem rei Dom Sebastião I. O nome da cidade poderá também estar relacionado com a expulsão dos franceses do Rio, que se deu a 20 de janeiro de 1567, dia de São Sebastião. Quem conhece bem a nossa verdadeira história, fica apaixonado pelo ato de heroísmo de nosso povo em conquistar a sua brasilidade. Acontecimentos fundamentados na monarquia, a qual, com seu esplendor, unificou o Brasil-Continente. Apesar de sucessivas crises provocas pelos ilegítimos governos republicanos, o Brasil é o maior líder da América Latina. A nossa formação social, cultural e política, fundamentada no inconsciente monárquico, difere radicalmente da formação dos demais países latino-americanos. O episódio da revolução de outubro de 1930, que derrubou o governo Washington Luiz, sepultando a República Velha, é digno de reflexão. Aliás, este governo tinha como ministro da Justiça, o ilustre curvelano, da tradicional família Viana, Dr. Augusto Viana do Castello, e ministro da Fazenda, o gaúcho Getúlio Dornelles Vargas. Getúlio Vargas chega ao poder com a vitória da Aliança Liberal, e assume o governo provisório. Promete uma nova Constituição para o país. Eclode, em 1932, a revolução constitucionalista em São Paulo. Uma assembléia constituinte é convocada e se instala em 1934. Em 1935, deflagra a intentona comunista, em 1937, Vargas dá o golpe de Estado, e uma nova Constituição, a polaca, redigida numa noite, pelo ministro Francisco da Silva Campos, é apresentada à nação brasileira. Está instalado o Estado Novo, com seus poderes ditatoriais. Quantos não se lembram mais desta ditadura, referindo-se apenas ao período militar? A ditadura Vargas teve acentuada influência do nazifascismo, que ocupava o poder na Europa. Na Itália, com Benito Mussolini, em Portugal, com Antônio de Oliveira Salazar, na Espanha, com o Generalíssimo Francisco Franco, que preparou o país para a restauração da monarquia após sua morte. Desta forma, o atual monarca, Juan Carlos de Bourbon, foi coroado rei dos espanhóis e chefe de Estado. Na Alemanha, Adolf Hitler chega ao poder por vias legítimas e instala o nazismo, movendo uma radical perseguição ao povo judeu. Na Argentina, Juan Domingo Perón instala um governo fascista, que cai com a sua deposição, após a morte prematura de sua carismática esposa, Eva Perón. Hitler invade a Polônia, e a Segunda Grande Guerra explode na Europa, refletindo-se na América. Estas são considerações acerca de um sistema político ilegítimo, imposto ao Brasil há mais de cem anos, e que o levou a graves conseqüências. Entretanto, é urgente a necessidade de que se reverta esta triste situação, a fim de colocar o nosso país na sua legítima vocação histórica. Conseguimos alguns avanços com a constituinte de 1988, que excluiu a Cláusula Pétrea do texto constitucional. Esta medida foi alcançada graças à iniciativa de S.A.I.R, o Príncipe Dom Luiz de Orléans e Bragança, atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, que oficiou aos deputados constituintes, sendo solicitamente atendido. Ficou também acertado para 7 de setembro de 1993, o plebiscito sobre a forma e sistema de governo: monarquia constitucional ou república, e parlamentarismo ou presidencialismo, conforme Art. 2º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da nova Carta Magna. Assim que foi outorgada a "Constituição Cidadã" em outubro de 1988, e apresentada ao país pelo deputado, Dr. Ulysses Guimarães, que lhe deu este nome, ela sofreu o primeiro golpe: a antecipação do plebiscito para 21 de abril de 1993. No entanto, a república ganhou, mas não levou, pois não atingiu a maioria necessária para legitimar-se. Com este resultado das urnas, foi a monarquia que saiu vitoriosa. Passaram-se quase duas décadas, e o movimento pela restauração da monarquia, através dos Círculos Monárquicos espalhados pelo país, vem cumprindo sua missão histórica, propagando a vocação monárquica que se encontra no inconsciente coletivo brasileiro. Porém, este movimento deveria ser mais dinâmico, levando ao povo, através da mídia nacional, a valorosa mensagem de transformação, para que ela possa despertar, em cada um de nós, a idéia de restauração. Cabe, portanto, ao Príncipe Dom Luiz de Orléans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, assumir com energia esta importante causa. Que se multipliquem os Círculos Monárquicos e que sejam restabelecidos os que estão desativados. O de Fortaleza foi fundado pelo Dr. Juvenal Antônio de Arruda Furtado, intelectual que o administra e enobrece a nossa causa monárquica. Temos uma Família Imperial organizada, graças ao empenho e ação política dos nossos imperadores e seus descendentes, que mantiveram a tradição sucessória em pleno vigor. Está na hora de agir, cabendo a Dom Luiz I, Imperador "de jure" e defensor perpétuo do Brasil, espelhado no seu avô, Dom Luiz de Orléans e Bragança, o Príncipe Perfeito, palmilhar o território nacional, visitando as diferentes etnias, distribuídas pelo nosso querido Brasil: as tribos indígenas, os afro-brasileiros, os favelados e os demais segmentos da sociedade, tão importantes para a causa monárquica. É de fundamental importância que a divulgação das visitas imperiais, por menor que seja, pela imprensa nacional, ocupe lugar de destaque na mídia. Só assim, o povo brasileiro tomará conhecimento da existência de uma Família Imperial, organizada e preparada para assumir a Chefia do Estado Brasileiro a qualquer tempo, na pessoa de seu Chefe, SAIR o Príncipe Dom Luiz de Orléans e Bragança. Estão se aproximando as comemorações dos duzentos anos da chegada da Família Real ao Brasil. Há tempos, o atual prefeito municipal do Rio de Janeiro, César Maia, está preparando a cidade para o histórico evento, com variados trabalhos e publicações inéditas, objetivando a restauração da verdadeira imagem de Dom João VI. Dom João, como príncipe-regente, elevou a nossa Pátria à categoria de Reino Unido aos de Portugal e Algarves, deixando, portanto, de ser simplesmente colônia portuguesa. Primeiro rei a ser coroado nas Américas, construiu a infra-estrutura necessária para a proclamação da independência. Dom João VI e o Czar Alexandre I, da Rússia, foram os únicos soberanos que driblaram Napoleão Bonaparte. Tendo que voltar a Portugal, em decorrência da revolução contitucionalista do Porto de 1820, Dom João deixou aqui seu filho, o príncipe D. Pedro, que proclamou a independência em 1822, destacando-se nesse processo, a importante participação de sua esposa, a imperatriz Dona Leopoldina. Sagrado e coroado Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil, S.M. Dom Pedro I, foi o fundador da nossa nacionalidade. De fato, estamos no momento propício para a divulgação da causa monárquica. As comemorações do bicentenário da chegada da família real ao Brasil, com certeza, despertarão no país a consciência nacional, para que o povo reflita sobre a sua verdadeira história. Que o príncipe Dom Luiz de Orléans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, ocupe lugar de destaque neste importante evento. O sofrido povo brasileiro necessita, urgentemente, de um verdadeiro líder, para lhe confiar o futuro da nação. Só assim o nosso Brasil, despertado pelo orgulho nacional, poderá reencontrar a sua própria história, ao restaurar o grande Império das Américas. O futuro a Deus pertence, porém, cabe ao homem, agente da história, construí-lo através do tempo. É o que esperamos!

Curvelo, 24/11/2007



Escrito por Curvelo Imperial às 19h45
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Procópio Ferreira

 

Procópio Ferreira

José Emílio Ferreira Sores/CurveloMG

Sem dúvida, Procópio Ferreira foi um ator admirável, e ainda me lembro dele, já velho, percorrendo as cidades de Minas com a sua companhia de teatro. Em Curvelo, esteve algumas vezes, arrancando aplausos da platéia, com sua natural arte de representar. Em sua vida de luta alcançou, na simplicidade, a glória do teatro brasileiro. Quem conhece a peça "Deus lhe pague", de Joracy Camargo? Como ele a interpretava bem! Entretanto, guardo na lembrança que, quando ainda menino, assisti ao filme "O Comprador de Fazendas," comédia de arrancar risadas de qualquer cristão. Era uma enganosa arte de tapear, em que o velhaco vendedor montava, artificialmente, na calada da noite, ambiente favorável para impressionar o interessado. Além deste, Procópio fez outros filmes, destacando-se "A Sogra", estória de um agente ferroviário que era, também, proprietário de pensão. Naquela época, os cometas - nome dado aos representantes comerciais - só viajavam de trem para fazer a praça, de cidade em cidade. Depois, as mercadorias eram entregues através da rede ferroviária. As pensões e os hotéis localizavam-se próximos às estações ferroviárias, local de fácil acesso aos viajantes. Na pensão desse agente da estação morava sua sogra, cuidando dos afazeres domésticos. Porém, ela não perdia tempo em dar uma olhadela no entra-e-sai dos hóspedes. Quando se interessava por algum deles, logo lhe reparava os cabelos, pois o seu fraco era a cabeleira do pretendente. Certa ocasião, criou coragem e deu uma olhadela pela fresta da porta do quarto de um cidadão. Diante do espelho, ele escovou os negros cabelos, mas depois, para decepção dela, a careca do homem alumiou, pois tratava-se de uma cabeleira postiça. Entretanto, ela não perdia a esperança e, à procura de um novo amor, foi conferir outro hóspede. Desta vez, não teve dúvida, o fulano escovou e friccionou os cabelos e ao penteá-los, ela assegurou-se de que eram naturais. Estava conferido, a sogra fez cara de satisfação e logo pensou: é com este que eu vou.

Procópio Ferreira não se encontra mais entre nós, no entanto, sua presença continua vivinha da silva, no teatro brasileiro e no coração daqueles que o conheceram. Ele é, pois, um patrimônio nacional.

Curvelo, 22/01/2000

 

 

 

 

,



Escrito por Curvelo Imperial às 20h50
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
Outros sites
  Casa Imperial do Brasil
  Grupo Correio Imperial
  Grupo Monarquia do Brasil
  Círculo Monárquico de Fortaleza
  Círculo Monárquico de Belo Horizonte
  Círculo Monárquico de Pernambuco
  Monarquia Barra Bonita
  Monarquia Vale do Paraiba
  Círculo Monárquico de Ponta Grossa
  Folha Imperial
  Manifesto
  Causa Imperial
  Real Associação de Lisboa
  Monarquia on Lline
  Instituto Cultural D. Isabel I, a redentora
  Círculo Monárquico do Rio de Janeiro
Votação
  Dê uma nota para meu blog